Mostrando postagens com marcador Diario de um heroi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Diario de um heroi. Mostrar todas as postagens

Especial Diário de um Herói 12ª Edição

As Mulheres na Vida de Beto
_
Regina Duarte fazia muitso sucesso nas novelas da Globo, passava muita credibilidade para o público, e isso fazia com que grandes empresas a contratasse para anunciar seus produtos. E por causa de tantos comerciais feitos por Regina, Beto Carrero acabou a conhecendo.
Beto empresariou a "namoradinha do Brasil" em comercias da Dorsay, Arisco, Sul Fabril e muitas outras empresas. Beto até trouxe os outdoors de trinta e duas folhas ao Brasil, e expos uma foto enorme de Regina junto com uma criança para uma malharia, foi o maior sucesso.
Beto Carrero conheceu Xuxa quando fez este filme com os Trapalhões, chamado Os Trapalhões no Reino da Fantasia, no elenco além do quarteto estavam Xuxa e Beto Carrero. Nas filmegens, Beto percebia que Xuxa já se achava a rainha dos baixinhos que se tornou, mesmo antes de ser. Ela agia e fazia todos a tratarem como se ela já fosse a Xuxa de Hoje em dia, que só conseguiu ser por essas atitudes que teve no passado, Xuxa acreditou, Madonna acreditou, Julia Roberts acreditou, Beto Carrero acreditou, e todos conseguiram fazer sucesso.
Além de tudo isso, Xuxa Meneghel ficava um tempo enorme falando ao telefone com sua mãe, fazia todos a esperarem, com certeza ela é um grande exemplo de astro.
Quando o Circo Beto Carrero esticou a lona em Cascavel no estado do Paraná Beto Carrero conheceu uma comunicadora, que segundo ele, era extraordinária, cheia de qualidades, sem defeitos na frente das câmeras, ela já tinha um programa de rádio e outro na TV local.
Beto achou que ela deveria apresentar um programa de nível nacional, a levou para São Paulo, conversou com Johnny Saad, dono da Rede Bandeirantes, tal mulher assinou contrato com a Band e renovou por mais três vezes. Esta é Olga Bongiovanni. Que primeiramente pensou que Beto estava tentando conquistá-la, mas depois de duas ligações se convenceu que nosso caubói não estava propondo nada de indecente à ela.

Especial Diário de um Herói 11ª Edição

Nasce a JB Murad

Beto Carrero sempre folheava o Jornal A Folha de São Paulo, como na foto abaixo, vendo os anúncios, alguns deles, que ele mesmo vendeu, se divertindo, e não trabalhando. Beto achava que o trabalho deveria ser uma diversão, assim não era preciso deixar de trabalhar para se divertir, não precisava de folgas, feriados e até mesmo das férias.
Um dia Beto, teve a idéia de criar na Folha, algo inuxitado: Um caderno somente com anúncios, em cada página seriam colocados vários quadrados, falando do mesmo tipo de produto, e em cada um deles estaria um anunciante, todos saberiam que seu concorrente estaria ali, e se ele não anunciasse, com certeza perderia dinheiro para ele. Isso estimulava os compradores a alugar seu espaço no jornal, e também, a criarem uma certa competição, uns, entre os outros, com promoções, vantagens e muitos outros itens que iriam favorecer, em primeiro lugar o consumidor.
Beto, com essas suas idéias, conseguiu melhorar de vida, comprou um carro e um apartamento, o que não achava luxo nenhum. Nesta época, em função de suas atitudes na empresa, Beto já era amigo de Quiroga e Nabantino Ramos, donos do jornal. A Folha mudou de dono, agora chamado Frias, mas o prestígio de Beto continuava lá, e só aumentava.
Até que Beto mudou de empresa, conheceu Vitor Civita dono da revista recem lançada Cláudia. Beto Carrero, juntamente com Robert Civita, filho de Vitor, foi até Santa Catarina, até então a primeira e única visita ao estado, para vender anúncios, já que a revista abrangeria o território nacional. Beto revolucionou o mercado de marketing do estado, convenceu os fabricantes a comprarem anúncios e criarem propagandas, já que antes, não se importavam com isso, porque isso era compromisso dos lojistas. De noventa páginas da primeira edição da revista Claudia, vinte e cinco era de anunciantes de Santa Catarina!
Depois de tanto sucesso, Beto resolveu criar sua prórpia agência de publicidade, a JB Murad, no príncipio, começou pequena, com quatro pessoas, Beto, a recepcionista, mais um funcionário e seu irmão, que era seu sócio. Mas a agência se localizava num casarão, cheio de móveis luxuosos, encontrado num bairro nobre. A JB Murad, chegou a ser a 19ª maior agência de publicidade do Brasil em faturamento.

Especial Diário de um Herói 10ª Edição

Conhecendo Silvio Santos

A primeira vez que Beto Carrero viu Silvio Santos, foi no auditório de um programa que o próprio Silvio apresentava. Todos estavam fixados as atitudes do apresentador, que era seguro, objetivo e complexo no que fazia, até parecia que tinha seis metros de altura.
Beto Carrero sempre admirou muito Silvio Santos, como pessoa, apresentador e empresário. Falava que o Senhor Abravanel era um dos únicos empreedores de sucesso em tudo que fazia, no empresariado, em sua vida pessoal e na TV. Beto achava que o maior sucesso que se pode conquistar é o da TV, pois a grande e esmagadora maioria das pessoas de todo mundo assiste televisão.
Beto achava até que nunca ninguém conseguiu, ou conseguirá superar Silvio Santos. Acima de tudo, o Dono do Baú, tinha como seu maior produto ele mesmo, o que o engrandecia cada vez mais, além de procurar problemas, como todos os grandes empresários fazem, se não existem, procuram os problemas, somente para resolve-los, isso, para eles é um grande estímulo para sua carreira, isso era o que achava o grande Beto Carrero.

Especial Diário de um Herói 9ª Edição

A TV E Beto Carrero

A primeira vez que Beto Carrero assistiu a algum programa de TV, foi somente em São Paulo, quando já trabalhava como Vendedor de Anúncios.
Estava no ar a Praça da Alegria, apresentada por Manoel de Nóbrega, o programa era exibido pela antiga TV Paulista, hoje em dia conhecida como Rede Globo. Estavam na telinha o próprio Manoel, mais Moacyr Franco.
O programa humorístico tinha intensão de levar ao ar cenas engrassadas do cotidiano brasileiro, que muitas vezes, todos nós se deparamos, e que normalmente acontecem numa praça.
Muito tempo depois, quando Beto conheceu Manoel de Nóbrega, o apresentador contou que teve idéia de criar o tal programa, quando em Buenos Aires, na Argentina, em janeiro de 1957, estava viajando, e todas manhãs via da janela do seu quarto de hotel, um senhor, sempre com um jornal, sentado num banco de uma praça, que puxava assunto com todos que passavam por alí.
Ele fazia o papel daquele pácato cidadão, e vários grande humoristas, então revelados na Praça da Alegria, faziam o papel das pessoas que sentavam no banco da praça.
Uma idéia simples, porém genial, como todas as grande idéias! O humorístico é um dos mais bem sucedidos da TV mundial, o único no Brasil passado de pai para filho. Hoje, no SBT, apresentado por Carlos Alberto de Nóbrega, a Praça é Nossa! Muitos humoristas de longa data, ainda permanecem no programa, fazendo muito sucesso.
Uma curiosidade: A escrivaninha onde Beto Carrero trabalhou no parque até sua morte, foi um presente de Manoel de Nóbrega. A mesma escrivaninha foi usada por Manoel para criar os melhores programas da TV brasileira.

Especial Diário de um Herói 8ª Edição

O Diário de São Paulo
_
Beto Carrero, depois de suas aventuras pelo interior de São Paulo, resolveu mudar-se para a capital do estado. Não conhecia ninguém, por isso foi arranjar um emprego o mais breve possível. Foi reprovado em várias entrevistas, mas isso o não desmotivou, Beto continuou tentando.
Até que chegou no Jornal A Folha de São Paulo, onde conseguiu seu primeiro emprego na capital. Haviam vagas para Vendedores de Anúncios, Beto arregaçou as mangas, e visitava vinte e cinco anunciantes por dia, enquanto seus colegas de trabalho batiam na porta de no máximo cinco compradores.
Beto trabalhava o dia inteiro, literalmente, de manhã, à tarde e à noite. Visitava um prédio, subia todos os andares, e descia batento na porta de todos os escritórios onde poderia negociar um anúncio. Às vezes era ofendido, mas Carrero não se importava.
Sempre no fim de todos os dias, tinha uma média de cinco anúncios vendidos, por menores que fossem, Beto se sentia orgulhoso, e foi assim que em três meses, ele se tornou o Vendedor de Anúncios número um do Jornal A Folha de São Paulo!

Especial Diário de um Herói 7ª Edição

Mazzaropi

Beto Carrero teve idéia de contratar Mazzaropi para fazer shows nas cidades do interior de São Paulo, estava junto com ele o filho de Kurt, dono de uma linha de salas de cinema que cobriam boa parte da região. Mazzaropi estava no auge de sua carreira, quando seus filmes estreiavam as filas do cinema triplicavam, era um sucesso.
Beto foi até São Paulo de trem, na segunda classe, coisa que não admitia. Por isso sempre ficava no restaurante do trem, comendo pão com ovo. Durante a viajem pensava em contra-atacar as respostas de Mazzaropi, às suas perguntas.
Quando chegou na capital paulista, numa manhã de garoa, foi logo ao endereço do artista, que não tinha secretária e muito menos empresário. Beto falou de sua proposta, disse que pagava adiantado, graças a sua parceira com o filho do Kurt, e que Mazzaropi teria que fazer quatro shows em dez dias, antes das exibições de seus filmes nos cinemas do Kurt, por várias cidades do interior paulistano.
Mazzaropi aceitou. Assinou contrato. Beto melhorou a proposta, Mazzaropi agora teria que fazer vinte shows, dois por dia, um antes e outro depois da exibição de seu filme. Um em cada cidade diferente. Durante a projeção do longa metragem, os dois se locomoveriam para o outro munícipio. Mazzaropi novamente aceitou. Duplicou o valor do contrato. Mas com vinte por cento a menos de débito para Beto Carrero pagar à ele.
Foi um sucesso. Nos dois primeiros shows Beto já pagou Mazzaropi, o resto foi lucro, seu, e de seu parceiro.
Mas não durou muito. O dinheiro das pessoas já era pouco, e quaze nada era direcionado para a diversão, gastavam todo dinheiro com as apresentações ao vivo de Mazzaropi e não com seus filmes no cinema do Kurt. Então, ele, desfez o contrato de parceira, e deu boa parte do lucro para Beto. Que ficou encantado com tanto dinheiro.
Beto fez outra proposta ao dono do cinema, que deixasse Beto vender anúncios, que fossem exibidos antes das projeções. Seria cobrado um valor para os anúnciantes, para que mostrassem seus produtos os lucros deveriam ser dividos ao meio entre Beto e Kurt. Seriam exibidos aproximadamente vinte anúncios por exibição. Claro! Foi mais um sucesso na vida de Beto!
Abaixo uma foto de Mazzaropi.

Especial Diário de um Herói 6ª Edição

O Amigo Dedé
Beto Carrero conheceu o circo, quando Dedé Santana, ainda jovem, o conheceu, em São José do Rio Preto. Dedé era trapezista, palhaço, cantor, galã, de tudo um pouco. Trabalhava no circo da família, que era humilde, haviam menos de dez pessoas trabalhando para o espetáculo.
Eles, iriam ficar apenas três semanas na cidade de Beto, mas foram se acostumando, e ficaram muitos meses, a família Santana morava de favor na casa do Beto e na casa dos visinhos, que sempre os ajudavam com comida, roupa e dinheiro. Claro que Dedé e sua família não cobravam ingresso do circo, para aquelas pessoas que tanto os davam auxílio.
Quando Dedé conseguiu sair de São José do Rio Preto, emplacou. Fez sucesso. Voltou à cidade com o Espetáculo Dedé e Suas Garotas, a mais famosa, que se casou com o futuro trapalhão e que fez muitas novelas, era Ana Rosa. Ela saía anunciando no alto falante que as garotas estariam nuas no picadeiro.
Lá tudo era diferente, estava muito cobertas, usavam um colante de malha, que já era uma provocação para os marmanjos que nunca viram uma mulher usando tão pouco, mesmo usando tanta roupa. Dedé ficou apenas três semanas na cidade, já que se ficasse mais, iria à falência, pois o pessoal acostumou a não pagar.

Especial Diário de um Herói 5ª Edição

Nas Ondas do Rádio

Beto, e seu amigo de juventude, Moraes, queriam ter um programa de rádio, e o dono de uma emissora propôs que os dois tivessem um patrocinador, poderiam ficar o tempo que quisessem no ar, de acordo com o pagamento do anunciante.
Beto e Moraes correram atrás de um patrocinador, bateram na porta de várias pequenas empresas da região, até que chegaram na casa de um português que vendia sabão. Ele mesmo fabricava e tentava vender de porta em porta. Não tinha nem marca, mas já era conhecido na cidade. Para divulgar o produto na rádio, tinha que se criar uma marca. Na hora Beto sugeriu o nome Sabão Lavabem, e perguntou o nome da esposa do rapaz, que era Olga. Pronto! Já estavam criadas duas marcas, Sabão Lavabem e Sabão Olga.
Antes de começar as apresentações, divulgaram o programa, para seus amigos, parentes, conhecidos e até desconhecidos, todos estavam atentos para ouvir o programa dos dois.
E começou! Os dois eram cantores sertanejos do próprio programa. Falaram muito bem das marcas do sabão do português, tudo que puderam falar de bom do sabão, falaram, e depois da primeira música cantada, o telefone toca, Beto atende, era o fabricante dos sabões, disse que os dois cantavam muito mal, e Beto e Moraes ficaram indignados, botaram a boca no microfone e disseram que a voz deles não era ruim, e que na verdade, o sabão Lavabem e o Sabão Olga eram ruins. Quando o dono da rádio se aproximou, só deu tempo de pegar a viola, a capa dela está lá, até hoje. Foi aí que acabou a carreira de cantor de Beto Carrero.
Mas os amigos não desistiram. Saíram de Vila Mendonça e foram para São José do Rio Preto. Lá também havia rádio, que era o maior meio de comunicação da época. Tiveram um contrato verbal porque disseram que já tinham experiência em rádio, sem falar que somente foram quinze minutos de fama.
Como Beto não sabia mesmo cantar, em respeito ao público, virou radialista, e teve a brilhante idéia de fazer um programa num pequeno hospital. Beto tocava os maiores sucessos da época e entrevistava os doentes, que falavam com suas famílias. As pessoas nem ficavam tão doentes a ponto de ficarem internadas, mas o que elas queriam era falar na rádio. Nesta brincadeira, o pequeno hospital cresceu, o dono comprou o maior prédio da cidade, e o estabelecimento se tornou o maior da região.
Outros anunciantes pagavam para divulgar suas marcas no programa, e era só o Beto, ou o Moraes, falarem bem de grandes fazendeiros, que ganhavam muitos presentes. Criaram uma banca no centro da cidade, que vendia os presentes que ganhavam, como animais vivos, ovos e muitas outras coisas do gênero. Também foi um sucesso.que não iria pagar nenhum centavo pelo serviço.
Abaixo uma foto de Beto nos tempos de rádio.

Especial Diário de um Herói 4ª Edição

Beto Estudante

Beto era um péssimo aluno. Não era exemplo para nenhum estudante. Quando o assunto da aula o interessava, até prestava atenção e tirava notas suficientes para o boletim não ser um desastre, mas quando o tema de estudo não era de seu interesse, sobravam castigos, e ele sempre parava no Paredão, uma forma de envergonhar o aluno na frente de outros, na escola, daquela época.
No ginásio, nome antigo do atual primário, da primeira até quarta série, seu professor de português foi o pai de Amauri Júnior, hoje apresentador de um programa de entretenimento na Rede TV! Esse tal professor, reprovava quase todos os alunos, e nem Beto Carrero e Amauri Júnior escaparam de repetir o ano. Somente o Beto, reprovou três vezes o primeiro ano.
Quando Beto era mais velho, se mudou e foi morar definitivamente em São José do Rio Preto, juntamente com seu irmão, os dois começaram a estudar num colégio interno, onde eram quase que obrigados a estudar, pois ficavam lá vinte e quatro horas por dia, de segunda a sexta, pelo menos dez meses do ano.
Nesta escola Beto, conheceu Clodovil Ernandes, já falecido, a que Beto diz que criou os programas de auditório. Já naquela época, Clodovil, escrevia suas propostas para a TV, com destinatário a grandes artistas da época, e na grande maioria das vezes, recebia resposta. No recreio, Clodovil começava a ler as cartas em voz alta, e reunia em torno de quarenta, dos trezentos e setenta, alunos da escola, somente para o escutar lendo suas respostas famosas. Beto o admirava, mas não imaginava que futuramente, seu colega seria um grande apresentador e político.

Especial Diário de um Herói 3ª Edição

A Família Murad

Beto Carrero tinha doze irmãos, sete eram mulheres, e cinco homens. Sendo que dois eram somente de criação. Quinze pessoas na mesma casa, contando seu pai, Alexandre Murad, e sua mãe, Florentina Cândida de Jesus.
Seu pai, o Alexandre Carrero, era filósofo, dizia que é mais fácil tropeçar e cair na pedra pequena, que numa pedra grande, que pode ser contornada, ser desviada, as pedras pequenas, essas sim podem nos surpreender. Também era muito tolerante, sempre "engolia sapos", e não levar desaforo para casa, não estava em seus pensamentos.
Sua mãe, Florentina de Jesus, era conhecida como a "valentona", por causa de seus cuidados com suas sete filhas mulheres! Sempre que ela sabia que um rapaz estava passando dos limites com suas moças, dava uns dois ou três tiros para o ar, e já espantava os homens.
Todos irmãos se defendiam e se cuidavam, do maior para o menor. Beto só não era o caçula por causa de André, o irmão mais novo dos treze. Os dois tinham muito ciúmes de suas irmãs, e quando elas iam passear com seus namoradinhos, sempre iam junto. Mas quando alguém batia no pequeno Beto, ou em André, suas irmãs eram as primeiras a defende-los, revidando os tapas e socos.
Todos sabiam quando a família Murad chegava na cidade, pois todos usavam o mesmo tecido da roupa, tudo isso porque Alexandre, o pai, comprava várias peças de tecido, que servia para tudo, toalhas, colcha e até para roupa!

Especial Diário de um Herói 2ª Edição

Um Carro de Boi

Beto Carrero, ainda criança, começou a vender queijo e limão, juntamente com o leite, que já vendia. Para transportar todos esses alimentos, Beto usava uma Carroça, conduzida por bois, e se dirigia até a cidade de São José do Rio Preto, que ficava a sete léguas de seu distrito, Vila Mendonça. Para auxiliar Beto com a carroça, outro homem ajudava o pequeno sonhador, os lucros eram dividos entre ele, e a família de Carrero.
Quando chegava, colocava em prática seu primeiro slogan o "Limão... Galego", Beto, gritava "Limão", e as pessoas que viam ele passar por sua rua respondiam "Galego". Era mais um sucesso. Beto vendia muitos limões, muitos queijos, e muitos litros de leite.
Mas o Carro de Boi, ou carroça, não faz parte da vida de Carrero somente nesta época. Beto também foi candeeiro, um auxiliar do carreiro, que no caso, era seu pai, Alexandre Murad, conhecido como Alexandre Carreiro. O carro de boi era como um táxi da região, puxava de tudo, desde batizado até velório. Beto, com uma vareta, que tinha uma argola na ponta cutuva os bois, que andavam mais rápido. Tinham três carreiras, a primeira com os claros, a segunda com os malhados, e a terceira com os escuros. Beto ajudava muito bem seu pai, que conduzia a carroça.
Foi por causa do carro de boi, e do apelido do pai, que Beto, se nomeou João Carreiro, e depois, o tão famoso, Beto Carrero.

Especial Diário de um Herói 1ª Edição

O Pequeno Leiteiro

Ainda pequeno, com sete anos ou mais, Beto Carrero, conhecido como filho do Carreiro, o humilde João Batista, vendia leite para ajudar na renda da família. Beto sempre amou cavalos, desde sua infancia. O nome de seu primero cavalo era Silver, o mesmo nome do cavalo do Zorro, um cavalo negro, muito bem cuidado.
Era com tal cavalo que saía vender leite, no começo ele gritava "Leite... Leiteiro", algumas pessoas entendiam que ele estava alí vendendo leite, mas outras não. Com o tempo, Beto reparou, que com um pequeno sino, as pessoas reparavam mais, e a clientela aumentava. Como sempre, explorando mais o interesse do público, preencheu de acessórios, agora, seu tão famoso cavalo. Outros garotos começaram a fezer igual a Beto, a copia-lo, mas Beto via isso com um fator de favorecimento, pois com a concorrência, Beto crescia, e fazia seu negócio crescer. Vinte litros de leite, vários panos coloridos, um sino, e um pequeno futuro empreendedor. Vendendo, se comunincado, fazendo marketing.
Beto adorava a situação de voltar para casa sem nenhum litro de leite na boléia do cavalo, porque um tal valor, retirado da venda do leite, teria que ser direcionado, para a fazenda de seu pai, e o resto seria lucro, com a expêriencia aprendeu que existiam muitos clientes fiéis, que sempre compravam seu leite, e outros que nem sempre o adquiriam, e ainda, que com os restos do leite, poderia se fazer queijo, nada que sua mãe não soubesse fazer, mas ele aprendeu a montar seu próprio queijo com uma freguesa, que vendia queijos, e depois acabou comprando os queijos do Beto, que colocava neles um tempero especial, fazendo-os ficarem mais deliciosos.

Especial Diário de um Herói

O novo especial do Blog Carrero Mania é o Diário de um Herói. Substituirá o Especial Dia Inesquecível, que teve grande sucesso.
O novo especial, mostrará fatos ocorridos na vida do nosso eterno herói, Beto Carrero. As edições serão retiradas do livro Domador de Sonhos - A Vida Mágica de Beto Carrero.
A vida de Beto Carrero, desde sua infancia pobre, em São Paulo, contada pelo Blog Carrero Mania.
Aguarde. Muitas coisas novas virão no Blog Carrero Mania. O Especial Diário de um Herói começa na semana que vem.